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  + HISTÓRIA
Aquando da reconquista de Coimbra, D. Raimundo doou várias terras ao Mosteiro de Vacariça, onde Murtede surge referida. Tal doação data de 13 de Novembro de 1094, mas feita como base em inventário de 1064. A idade da povoação é desconhecida no entanto, a sua antiguidade é atestada pelo aparecimento de vestígios atribuídos ao período Luso-Romano. Existe ainda documentação que refere uma povoação vizinha, São Martinho de Selióbria, de origem celta. No Inventário pertencente ao Mosteiro de Vacariça de 1064, é feita referência à Igreja de Murtede e a povoação é novamente referida em documento de 1143, 1166 e 1177.
No ano de 1527, o povoado de Murtede, perto de 34 habitantes, pertencia à cidade de Coimbra e em 1863, os foros e propriedades englobados na área da freguesia de Murtede pertenciam à casa de Marialva. Mas no que diz respeito à divisão judicial e administrativa, Murtede permaneceu anexa a Coimbra. Somente com a reforma administrativa de Mouzinho da Silveira, a freguesia passou para o conselho de Cantanhede.
Entre os anos de 1896 e 1927, a freguesia pertenceu ao julgado de Paz de Sepins, data em que passa a ser Julgado de paz autónomo.
Outrora (no séc. XVIII) detentora do estatuto de sede de concelho, para efeitos judiciais, com juiz nomeado pela Câmara, viu-se enquadrada no concelho de Cantanhede a partir de 1836. Longe iam os acontecimentos da lenda que reza que a freguesia fora doada por D. Raimundo ao Mosteiro de Vacariça, em 1094, encontrando-se aí a razão para o seu nome, que na época significaria mortório isto é, vinha morta. Mas outra lenda atribui-lhe um nome anterior - de Vila Verde - até que uma epidemia teria dizimado os seus habitantes, e dessa mortandade teria surgido a designação de Mortede. Pelo menos o anterior nome de Vila Verde ilustra bem o seu aspeto ainda atual - verdejante e alegre.
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ARQUEOLOGIA
Numa zona de topografia suave, marcada por algumas ondulações do relevo que não quebrarão a mais geral caracterização de planura envolvente, Murtede tem por principal acidente a pequena bacia hidrográfica do Boco, que por aqui registará seu trecho inicial, orientado de nascente a poente.
Esta área parece evidenciar notáveis vestígios arqueológicos respeitantes à presença romana. O próprio corónimo "Murtede" poderá eventualmente relacionar-se com aquele facto, conforme sugere aliás uma tradição popular local, que
lhe atribui uma suposta origem em lendária povoação antiga de "Vila Verde" e aqui o termo "vila" pode remeter para o mundo baixo-imperial das propriedades fundiárias rústicas assim denominadas -, em tempos recuados dizimada por forte epidemia e desde então assimilada ao nome de "Mortede". À semelhança de . "Mortórios" ou "Murtórios" (existe um sítio, de confirmado interesse arqueológico e assim designado junto à Vala da Corga, em Mira, segundo João Reigota), o termo "Murtede" terá sido influenciada pela presença de vestígios ou tradição da existência de tumulações antigas. Esta asserção pode no entanto substituir-se por uma outra, relativa a hipotética origem etimológica a partir de "murta", espécie arbustiva que terá influenciado outros casos toponímicos (como será eventual exemplo o não muito distante concelho de Murtosa).
Sobre a interessante microtoponímia da freguesia, onde figurarão mais de uma centena de exemplos recolhidos por João Reigota, valerá a pena destacar alguns casos de potencial interesse arqueológico e histórico, tais como Outeiro dos Mouros, Porto de Carros e Prebes. Sobre o primeiro registou o autor supracitado: "Mesmo no pico do "cabeço dos mouros" existiam muitas pedras e um buraco muito grande e profundo para onde os pastores atiravam pedras ouvindo um tilintar muito estranho. O denominado Outeiro dos Mouros, de formação calcária, apresenta escassa vegetação na encosta W. e vinha na encosta voltada ao Poente. Embora tivéssemos confirmado a existência do citado buraco, agora entulhado até à profundidade de 1 m, não encontramos aí quaisquer vestígios arqueológicos. Confirmamos, no entanto, a existência em profusão de fosseis do Jurássico inferior dos quais destacamos as belemnites - "balas" no dizer da população." Num outro outeiro perto daí ficará o designado "Cemitério dos Mouros", ainda por prospectar. Em Prebes, distante cerca de duas centenas de metros para noroeste do Outeiro dos Mouros, terão surgido eventuais vestígios cerâmicos que o citado autor reputaria de época romana. Ana Poiares alude a uma passagem documental de 1094 onde se noticia uma "villa de Prevides", a qual identifica com o actual microtopónimo em causa (Prebes).
Certo é que, na Quinta da Senhora do Amparo, se noticia um acervo de achados romanos dos mais significativos deste concelho e região. Entre fragmentos de "tegulae", "ímbrices" e cerâmica comum, terão sido detetados materiais arquitetónicos residuais, tais como "opus signinum" e mosaicos. 





pedro alexandre amaro jesus
É com todo\r\no respeito que aqui vos exponho a minha critica referente  á \r\nSinalização e intervenções, Murtede  em especial na Rua da Portela,  junto ao campo de futebol , onde  foi implementado um espelho , que a meu ver,\r\nveio reforçar sim a segurança dos condutores que ao fim de terem  uma “estrada nova” passão  a uma velocidade excessiva por esta mesma\r\nrua. \r\n\r\nConsiderando\r\no risco condutor/moradores , a meu ver, seria preferível uma lomba, visto que a\r\nestrada é aliciante para quem gosta de “meter o pé no acelerador” e se esquece\r\nque existem pessoas das quais crianças, que residem nesse mesmo lugar. Com os\r\nmelhores cumprimentos Pedro Jesus.


Maria Celeste Fernandes Cordeiro Silva
Tudo o que me remete para a minha naturalidade é sempre acolhido com grande entusiasmo pelo que fico contente por existir este espaço.\r\nQuero notar que a emigração não aparece evidenciada e penso que teve um grande impacto na economia local.\r\noutros dos aspetos que penso deve ser reforçado é a propria natureza.\r\npor fim a linha, já extinta, de comboio que penso ter sido também ao longo das décadas um importante meio de deslocação quer em direção a Coimbra - capital de distrito quer em direção á Figueira da Foz.\r\n \r\nJá me estava a esquecer....sempre que queriam gozar comigo quando era mais jovem referiam o fato de ser da "terra da ciência", os colegas de Sepins é que tinham muito essa mania. Questiono-me se essa ideia não é mais antiga do que o que pode transparecer (achava que estava relacionado com o inicio do séc. XX e a frequência da universidade por vários habitantes da freguesia) mas se nos remetermos para os dados históricos (já fomos dependentes de Sepins) talvez esta picardia seja mais antiga.\r\n \r\nSinto muitas saudades da minha terra! Um abraço a todos



 
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